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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ANO NOVO VIDA NOVA

Sempre que um ano se vai e outro está prestes a chegar e começa a acontecer, confessamos todos os nossos erro, todas as coisas que não conseguimos evitar, todas as coisas que deixamos de fazer, coisas que no ano anterior haviamos prometido e mais uma vez renovamos as mesmas e mais outras promessas.
Gente assim como as horas a vida passa muito rápido e quando se ver já não da tempo de fazer as coisas que queriamos.
A vocês nosso foco de leitores, alunos, professores, coordenadores, pedagogos e demais educadores: ESTUDEM, SE RECICLEM, SEJA A DIFERENÇA, FAÇA A DIFERENÇA NA VIDA DAS PESSOAS QUE PRECISAM DE VOCÊ PRA ENSINAR A EDUCAÇÃO, PRA SER A EDUCAÇÃO.
O governo também promete mudanças, opções, transformações, mas esses três somos nós que devemos fazer e ser.
Educar tem que ser com amor, com prazer, com luta e ser educado tem que ser a única oportunidade que se tem na vida e que mudará a sua vida pra sempre.
TUDO É QUESTÃO DE ESCOLHA E TUDO DEPENDE DE NÓS.
VAMOS A LUTA.
EDUCAÇÃO PARA TODOS.
Nos primeiros dias do ano de 2011 podemos testemunhar o que a a falta da educação e do respeito com a natureza e com as vidas são capaz de fazer. Vidas se foram, outras ficaram marcadas para sempre por um dilúvio sem fim de água.
CUIDEMOS MAIS DE NOSSO PLANETA NESSE ANO DE 2011.
SEJAMOS SOLIDÁRIOS.
E aqui em nosso blog iremos continuar a levar informação, atualizações, história, reflexão e todo o mundo da educação.
Até breve!
abraços a todos!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

AUTONOMIA COMO OBJETIVO NA EDUCAÇÃO


Sabemos que o princípio da autonomia é um dos aspectos importantes para a construção da moralidade infantil que, por sua vez, mantém uma relação estreita com o desenvolvimento intelectual da criança. De acordo com Piaget (1999), o sujeito é um ser ativo na construção das normas que regem sua conduta. Aliada a construção individual no dessas regras, não se pode esquecer que o contexto (família, identidade infantil, amigos etc.) da criança também exerce um papel decisivo. A partir da sua convivência cotidiana com os adultos e seus pares surgem situações interessantes que possibilitam a ação e desta ação a construção de valores morais e sociais.
Esses valores são os fundamentos das regras de convivência e constituem os parâmetros que a criança utiliza para guiar suas ações e escolhas. A criança autônoma não é a criança obediente às regras impostas, mas aquela que procura coordenar os seus atos buscando ter o outro (amigo ou professor) como um parceiro desejável.
Piaget (1999) indica-nos três conceitos fundamentais para a construção da moralidade infantil: anomia, heteronomia e autonomia. A anomia (0 a 5 anos, aproximadamente) é a ausência total de regras. A criança nessa fase não sabe o que deve ou não ser feito e não compreende as regras do seu contexto social. Após essa fase, a criança começa a perceber a si mesma e aos outros, além de começar a entender que alguns de seus atos podem ou não ser realizados. Aqui, ela já ingressa no universo da moralidade ou das regras, tornando-se heterônoma e submetendo-se àquelas pessoas que detêm o poder. A heteronomia indica que a criança já sabe que há coisas certas e erradas, mas são os adultos que as definem, isto é, as regras emanam dos mais velhos. A criança heterônoma é governada pelos outros e considera que o certo é obedecer às ordens das pessoas que são autoridade (os pais, professor ou outro adulto qualquer que respeite). Com o passar do tempo e das suas interações com o meio, inicia-se o caminhar da autonomia no qual ela passa a obedecer a regras construídas internamente e que servem como referência para suas escolhas e ações. Em outras palavras, a moral torna-se autônoma. A moral autônoma indica que a criança segue regras morais próprias que a obrigam a considerar os outros e a si mesma.
Considerar esses fundamentos teóricos da construção da moralidade infantil tendo em vista o princípio da autonomia indica aos educadores que a criação e o planejamento de um ambiente sociomoral positivo e acolhedor deve constituir uma prática intencional. Portanto, é preciso muito mais que boas intenções, já que criar e aproveitar as situações de cuidado e educação no cotidiano requer superar o desejo de que as crianças sejam “bem comportadas”, tranquilas, submissas, passivas e obedientes em todos os aspectos, tanto nos relacionados à autonomia e à iniciativa, quanto ao pensamento reflexivo (DE VRIES; ZAN, 1998).
Em sua pesquisa Ana Paula Salvador Werri[1] [*]
e Adriano Rodrigues Ruiz "Somos submetidos a uma educação que nos tornar seres passivos diante dos acontecimentos e submissos a qualquer um que se imponha e mostre poder sobre nós. Temos idéias e condutas uniformes, como nos fala Rubem Alves:
Educação é isto: o processo pelo qual os nossos corpos vão ficando iguais às palavras que nos ensinam. Eu não sou eu: eu sou as palavras que os outros plantaram em mim. Como disse Fernando Pessoa: ‘Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim’."
Autonomia é importante para o desenvolvimento e apredizagem da criança. Ela proporciona para a criança a capacidade de executar suas atividades cotidianas seguindo suas próprias orientações. Nós como educadores facilitamos e mediamos esse processo, preparando nossos alunos para que eles saibam decidir e saibam o porque de estarem realizanos essas atividades.
 Devemos possibilitar essa interação que muito tem haver com a nossa afetividade (assunto já postado anteriomente, consulte nosso arquivo) e o ambiente que preparamos em sala de aula pra que o aluno sinta-se estimulado e conquiste sua autonomia.
Sabemos que o princípio da autonomia é um dos aspectos importantes para a construção da moralidade infantil que, por sua vez, mantém uma relação estreita com o desenvolvimento intelectual da criança. De acordo com Piaget (1999), o sujeito é um ser ativo na construção das normas que regem sua conduta. Aliada a construção individual no dessas regras, não se pode esquecer que o contexto (família, identidade infantil, amigos etc.) da criança também exerce um papel decisivo. A partir da sua convivência cotidiana com os adultos e seus pares surgem situações interessantes que possibilitam a ação e desta ação a construção de valores morais e sociais.
Esses valores são os fundamentos das regras de convivência e constituem os parâmetros que a criança utiliza para guiar suas ações e escolhas. A criança autônoma não é a criança obediente às regras impostas, mas aquela que procura coordenar os seus atos buscando ter o outro (amigo ou professor) como um parceiro desejável.
Piaget (1999) indica-nos três conceitos fundamentais para a construção da moralidade infantil: anomia, heteronomia e autonomia. A anomia (0 a 5 anos, aproximadamente) é a ausência total de regras. A criança nessa fase não sabe o que deve ou não ser feito e não compreende as regras do seu contexto social. Após essa fase, a criança começa a perceber a si mesma e aos outros, além de começar a entender que alguns de seus atos podem ou não ser realizados. Aqui, ela já ingressa no universo da moralidade ou das regras, tornando-se heterônoma e submetendo-se àquelas pessoas que detêm o poder. A heteronomia indica que a criança já sabe que há coisas certas e erradas, mas são os adultos que as definem, isto é, as regras emanam dos mais velhos. A criança heterônoma é governada pelos outros e considera que o certo é obedecer às ordens das pessoas que são autoridade (os pais, professor ou outro adulto qualquer que respeite). Com o passar do tempo e das suas interações com o meio, inicia-se o caminhar da autonomia no qual ela passa a obedecer a regras construídas internamente e que servem como referência para suas escolhas e ações. Em outras palavras, a moral torna-se autônoma. A moral autônoma indica que a criança segue regras morais próprias que a obrigam a considerar os outros e a si mesma.
Considerar esses fundamentos teóricos da construção da moralidade infantil tendo em vista o princípio da autonomia indica aos educadores que a criação e o planejamento de um ambiente sociomoral positivo e acolhedor deve constituir uma prática intencional. Portanto, é preciso muito mais que boas intenções, já que criar e aproveitar as situações de cuidado e educação no cotidiano requer superar o desejo de que as crianças sejam “bem comportadas”, tranquilas, submissas, passivas e obedientes em todos os aspectos, tanto nos relacionados à autonomia e à iniciativa, quanto ao pensamento reflexivo (DE VRIES; ZAN, 1998).
 Referências Bibliográficas:

sábado, 11 de dezembro de 2010

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS, UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO

Imagens extraídas do google imagens 

"A violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora." (Benedetto Croce)

09 de dezembro foi enterrado o professor universitário Kássio Vinicius de Castro Gomes, assassinado por um aluno na noite de terça-feira em Minas Gerais, que não gostou de ter sido reprovado, nessa mesma terça o programa profissão repórter exibido pela rede globo, apresentava em diversas cidades, escolas fechadas, professores de licença médica por medo e depressão da agressão dos alunos. Há tempos atrás o país ficava surpreso ao ver a cena de uma mãe incentivando a filha a bater mais na colega com quem brigava, depois um aluno foi esquecido e trancado na sala da aula, o bullying ganhou destaque, aluno que sofre com o professor ou outro colega de classe.
A violência acontece com qualquer um e não escolhe quem será o próximo, ela tem sido o reflexo de como a educação tem sido tratada e falamos aqui da educação quanto à formação do ser, de seu caráter e agente cidadão.
Tudo tem sido conseqüência do cuidado familiar, escolar e social.
Se formos falar historicamente, podemos comparar com o crescimento das cidades, que em resumo pode-se dizer que a cidade cresceu em população, consumo... E a estrutura não acompanhou esse crescimento, assim começam a surgir os problemas, ou seja, passamos pelo sistema feudal, regime militar, socialismo, capitalismo... As coisas mudaram, chegou à camisinha, os pais começam a presentear seus filhos, achando que vai ocupar o lugar do amor, aí os pais são cada vez mais jovens e os limites diminuem na educação que se dá aos filhos. Os professores, antes de se tornarem professores de algum componente curricular não recebe o preparo para atuar em sala de aula e muitos deles apenas tem o domínio do assunto mais não sabe transmitir, em contra partida as escolas acham que se os alunos chegam ao final do ano precisando de nota nove pra passar é porque ele não se esforçou e a culpa é só dos pais e do aluno. Se um pai é chamado porque seu filho está agredindo outro aluno, o pai se revolta diz que isso é coisa de criança, as escolas não tem estrutura, material, professor, horário, mas todos os dias uma nova escola é aberta e "isso é o que importa", é melhor o índice de aprovação melhorar, é filho que responde os pais, é pai que não olha agenda escolar do filho, não existe mais leitura.
Nossa! Poderíamos passar horas listando situações, conseqüências e problemas. E pode existir alguém que diga:
No meu tempo não era assim!
Só bastava meu pai olhar.
Até hoje peço a bênção aos pais, tios e avôs.
Antigamente não existia computador, câmera digital e telefone e ainda assim não troco minha infância por nada.
Pois é nossos caros leitores, não é só protesto, não é só querer que o governo amanhã mude a educação do país, nem fazer como promessa de ano novo, que facilmente no ano seguinte é esquecida.
A fórmula perfeita e a solução todo mundo no sebe íntimo sabe bem o que, sabe bem do que precisamos.
ATITUDE E EDUCAÇÃO?
E você sabe o que é ATITUDE E EDUCAÇÃO?
Comente!

"Violência não se restringe aos atos físicos, ela vai muito alem, a maior violência esta presente na omissão dos mais poderosos quando em defesa dos mais fracos em seus direitos à moradia, liberdade, salários justos, saúde e educação."
(Ivan Teorilang)

Aprofunde o tema lendo o texto a seguir.
 
Adolescentes e violência escolar
(Gerardo Castillo, professor do Departamento de Educação da Universidade de Navarra – fragmentos)
O stresse e a solidão predispõem os adolescentes a comportamentos agressivos nas aulas.
Muitos adolescentes de hoje sofrem tensões e frustrações perante as quais se encontram muito sozinhos e indefesos. É assim que nasce a rebeldia agressiva, própria das pessoas inseguras, a qual, por vezes, desemboca em condutas transgressivas e violentas.
Acontece que a viagem desde a infância até a idade adulta costuma efectuar-se atualmente com menos companhia educativa e com menor equipamento de pautas de conduta do que há alguns anos atrás, o que contribui para aumentar o stress de transição típico desta etapa da vida.
Relação com carências afetivas
Este incremento do stress é consequência de se viver num lar destruído ou de pertencer a uma família em que, de fato, não existe vida familiar. Atualmente, muitos pais proporcionam aos filhos tudo aquilo que eles lhes pedem no campo material, mas não lhes dão tempo sem pressas, critérios morais, apoio emocional ou bons exemplos. Os adolescentes, para construírem a personalidade que está a nascer, têm necessidade de modelos com os quais se identifiquem, mas nem sempre os encontram na família.
Pelo contrário, fora dela encontram uma imensidão de pontos de referência que os desorienta. O modelo de muitos adolescentes é bastante pobre: é o de quem “arruma os livros” de forma prematura para conseguir um contrato milionário como futebolista ou como modelo de passerelle antes dos 25 anos.
Expectativas dos pais
O stress agrava-se com as expectativas pouco realistas de alguns pais instalados na “cultura do êxito”. Querem, a todo o custo, filhos vencedores; exigem-lhes que sejam os melhores da turma, que façam a carreira universitária que eles não puderam fazer ou que está na moda, sem colocarem a questão de se os filhos têm capacidade ou interesse para isso. É freqüente que estes filhos acabem por ficar destruídos por dentro: culpam-se a si mesmos por não terem sabido corresponder ao que se esperava deles.
Uma cena violenta em cada 3 minutos
Os adolescentes dos nossos dias nasceram e cresceram numa sociedade na qual cada vez existe mais tendência para resolver problemas pela via da violência. Nota-se que existe tolerância social para com as condutas violentas: está a criar-se um clima de atração pela violência, através da televisão, do cinema e dos vídeos.
Um estudo recente do Departamento de Criminologia da Universidade de Málaga defende que as cadeias de televisão espanholas emitem uma cena violenta por cada três minutos e 33 segundos.
Chega um momento em que os adolescentes já não distinguem entre a violência real e a fictícia: podem ver os acontecimentos do telejornal como se tratasse de um filme policial ou de aventuras.
Escolaridade obrigatória
Quem não quer, ou não é capaz, de estudar é obrigado a fazê-lo, o que dá lugar a muitos casos de inadaptação nas aulas. Os inadaptados tornam-se violentos, e projetam a sua agressividade para o ambiente da turma.
A aula é o palco ideal (tem cenário e um público assegurado) para que os adolescentes possam representar a agressividade que foi gerada fora dela.
Educação permissiva
Mas há outras frustrações que podem resultar de estar na escola: uma delas é a que experimentam os adolescentes que ao longo da infância receberam em casa uma educação permissiva, sem nenhum tipo de exigência: habituados a fazer aquilo que lhes apetece e a não fazer aquilo que não lhes agrada, ficam irritados por terem de se adaptar a um plano de trabalho e a umas normas mínimas de convívio, boa educação e disciplina.
Veja o texto na íntegra: Disponível em: http://educacao.aaldeia.net/violencia-escolar/

Não deixe de assistir:
SEMENTES DA VIOLÊNCIA – Richard Brooks – EUA, 1955. Richard Dadier, quer ajudar a mudar o seu pequeno canto do mundo. Alguns acham que a sua é uma causa perdida. Dadier é o novo professor da escola secundária North Manual, num bairro degradado da cidade: tensões raciais, violência, gangs e apatia são o pão nosso de cada dia. E os temas deste filme ainda ressoam nos dias de hoje. No papel de Dadier, Glenn Ford não renuncia aos seus ideais e paga um preço alto no seu confronto com adolescentes problemáticos, entre os quais Vic Morrow e, numa interpretação estelar, o incomparável Sydney Poitier. Realizado por Richard Brooks, Sementes de Violência é um filme impetuoso, pertinente e ousado. E abre com Rock Around the Clock, considerado o primeiro tema musical rock'n'roll num filme de grande audiência.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

REFLETINDO


Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo  'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos  filhos...  Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

  Passe adiante!
  Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...!
Pensemos nisso!